19/05/2011
Ensino técnico: o futuro de portas abertas
Boa notícia: a presidente Dilma Roussefff confirmou a destinação de R$ 320 milhões para o programa Brasil Profissionalizado. As verbas públicas destinam-se a reforma, ampliação, construção de escolas técnicas e aquisição de recursos pedagógicos.
O valor é superior aos R$ 263,4 milhões destinados em 2010. Desde que o programa foi criado, em 2007, R$ 1,5 bilhão foram repassados para fortalecer as redes estaduais de educação profissional e tecnológica.
Das 176 escolas técnicas estaduais previstas para serem construídas com recursos do programa, 22 já estão em pleno funcionamento. Cada uma delas tem capacidade para atender, em média, 1,2 mil alunos. Quando todas as escolas estiverem prontas, serão geradas mais de 210 mil vagas, além daquelas garantidas pelas 532 obras de reforma e ampliação programadas. O objetivo é alcançar meio milhão de matrículas.
Mais ainda: hoje, há 354 escolas técnicas federais no País e, até 2012, outras 81 entrarão em funcionamento. Em fevereiro do ano passado, o então presidente Lula inaugurou, de maneira simultânea, 78 unidades. Em dezembro, outras 31 também foram inauguradas. Com as novas unidades, a capacidade de atendimento passou a totalizar 600 mil vagas.
Até o início do governo Lula, o Brasil contava com 140 escolas técnicas e ficou engessado até 2005, por força de uma lei, editada no governo Fernando Henrique Cardoso, que proibia a criação de novas unidades.
Os maiores beneficiados com a ampliação da oferta de vagas são os jovens, que têm no ensino técnico uma porta aberta para o mercado de trabalho. No Brasil de hoje, é crescente a demanda por profissionais de nível técnico. Aqueles que têm uma profissão mais facilmente realizam o sonho de conquistar um emprego estável, com carteira assinada e perspectiva de carreira ascendente.
Além destes investimentos, o Governo Dilma quer ainda mais e prepara-se para lançar o Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec), idealizado para ampliar o caminho de acesso à educação profissional para jovens do ensino médio e para trabalhadores sem formação.
Com o Pronatec, o Governo trabalha com a expectativa de atender 1,6 milhão de alunos de escolas públicas, na primeira fase. No futuro, a intenção é garantir que todos os estudantes de ensino médio da rede pública possam conquistar o benefício. Para o trabalhador, o Pronatec prevê cursos de formação profissional com carga horária a partir de 160 horas, possibilitando a atualização de conhecimentos.
A proposta em estudo pelo Ministério da Educação prevê a concessão de financiamento para que o Sistema S (entidades como o Senac, Sesc, Senai, Sesi) amplie sua rede. As novas vagas serão oferecidas gratuitamente aos estudantes de ensino médio, no turno contrário aos das aulas regulares.
Enfim, investimentos estão sendo feitos e alternativas estão sendo buscadas, o que nos faz acreditar em um Brasil cada vez melhor, onde a educação, com viés também no ensino técnico, se converte em alicerce para acabar de vez com a pobreza e estabelecer igualdade de condições.
fonte: Artigo de Maria Lúcia Prandi